Uma grande quantidade de medicamentos vencidos, com datas de validade variando entre 2013 e 2016, durante a gestão do prefeito Pedrinho Cherene, foi encontrada num banheiro desativado de um prédio anexo ao Hospital Municipal Manoel Carola, na localidade de Ponto de Cacimbas, em São Francisco de Itabapoana (SFI). Segundo o secretário municipal de Saúde, Sebastião Campista, a descoberta ocorreu durante as reformas realizadas no local. Embora os preços ainda não tenham sido contabilizados, um levantamento prévio revela que o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar os R$ 500 mil.

“Estamos realizando obras e a descoberta ocorreu por acaso. Ao investigar a infiltração no meu gabinete, um operário necessitou ter acesso ao banheiro de uma sala de reuniões, que estava trancado, já que não era usado. Depois de arrombar o cadeado para realizar o reparo, os medicamentos foram encontrados”, revelou.

A farmacêutica Juliana Gatti, do Departamento de Assistência Farmacêutica, realizou uma conferência, elaborando um relatório com os números dos lotes e data da validade do material. “Vamos encaminhar os medicamentos para a Vigilância Sanitária, acionar o Ministério Público (MP) e a Procuradoria-Geral do Município, a fim de tomar as medidas cabíveis. A prefeita Francimara Barbosa Lemos já determinou a abertura de uma Sindicância Administrativa para apurar as responsabilidades”, explicou o secretário.  

A diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Karina Abdu, revelou que inicialmente o material não poderá ser descartado. “Vamos lacrar e preservar os medicamentos, deixando-os longe da população. Enquanto o processo estiver em andamento no MP, o material precisa ficar à disposição do órgão, caso seja necessária uma perícia ou qualquer outro tipo de análise a ser realizada. Somente depois poderá haver a incineração dos remédios”, revelou Karina.

A farmacêutica Aureliana Melo Caetano Denes mencionou alguns materiais encontrados. “Observamos que a grande maioria dos medicamentos é composta por antibióticos, que servem para combater infecções. Existem ainda remédios injetáveis, alguns que podem custar até R$ 1 mil, e ainda alguns importados”, ressaltou Aureliana.

Ascom SFI

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